Fratello Uno


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Publicado em 19 de novembro de 2013

Estudo diz que universitários que bebem são mais felizes


Segundo um estudo feito pela Associação Americana de Sociologia, que será apresentado no 107º encontro anual da instituição, nos Estados Unidos, os universitários que ingerem bebidas alcóolicas para ficar bêbados são mais felizes com a experiência na faculdade do que aqueles que não bebem tanto.

A pesquisa ouviu aproximadamente 1600 estudantes de uma faculdade de artes de elite no Noroeste do país, em 2009. Eles classificaram a base de comparação para os níveis de quem bebe demais com o consumo de pelo menos quatro drinques para as mulheres e cinco para os homens, em uma única vez, e com intervalos de 14 dias. No estudo, chegaram à conclusão de que os bebedores consomem 13,7 drinques por semana, enquanto aqueles alunos que bebem menos ingeriam 4,2 drinques em sete dias.

Segundo a co-autora da pesquisa, a professora de sociologia Carolyn L. Hsu, beber ainda é um comportamento usado para se encaixar nos grupos mais prestigiados dentro do meio universitário. “Beber demais significa participar de um grupo de status na faculdade. Beber é o que os mais poderosos, saudáveis e felizes fazem no campus. Isto explica porque é uma prática tão desejada. Por isso, quando os alunos de grupos sociais menos populares bebem demais, eles estão tentando se aproveitar dos benefícios e da satisfação social que têm os colegas que sempre fazem isso. E, os estudos apontam, que eles conseguem ter sucesso nestes momentos”.

O estudo observou ainda que estudantes de grupos sociais considerados melhores pelos próprios alunos (atletas, homens, brancos, heterossexuais e afiliados de alguma irmandade) são mais felizes durante a faculdade e apresentam também uma tendência maior a beber mais doses do que as pessoas de grupos menos prestigiados (não-atletas, mulheres, não-brancos, lésbicas, gays, bissexuais, transgressores e não-afiliados a alguma irmandade).  “Os estudantes que são considerados socialmente mais poderosos bebem mais. Os maiores bebedores são associados como de alto status e como os mais ‘legais’ no campus”, explica Hsu.

A socióloga falou ainda que beber mais é uma característica comum aos campi. “Nosso estudo sugere que a relação entre beber e ter satisfação social está muito associada a escolas predominantemente de alunos brancos, com muitas moradias estudantis e repúblicas”, afirmou.

A pesquisa mostrou também que a “bebedeira” é um caminho usado pelos estudantes para se adaptar e passar pela vida universitária, principalmente por aqueles que não apresentam tanta tendência a beber. De acordo com Hsu, muitos entrevistados escreveram que não gostariam de beber tanto, mas acreditam ser a única coisa socialmente aceita que é feita para se divertir.

Foi observado também que aqueles estudantes que vivenciam maior stress, ansiedade e situações de preconceito e discriminação são os que menos ingerem bebida alcóolica. “Os alunos que dizem que tudo está ótimo em suas vidas são os que mais bebem álcool”, concluiu Hsu.

Fonte: Saúde Terra